quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Sangue, Caxemira e bomba atômica

Na última semana, muita gente assistiu perplexa aos ataques terroristas cometidos por grupos extremistas a turistas na Índia... para você ter uma idéia, mais de cem pessoas foram assassinadas em pouco mais de dois dias por, por incrível que pareça, dez pessoas. Este caso remete, automaticamente, aos atentados de 11 de setembro, de 11 de março de 2005 (Espanha), Virginia Tech, Oklahoma (1995)...
Ao assistir, no último final de semana, ao filme "Elefante", dirigido por Gus van Sant (também diretor de "Gênio Indomável", "Encontrando Forrester", "Paranoid Park" etc etc e tal), associei imediatamente aos ataques a hotéis indianos (tudo bem, são casos que tiveram motivações muito diferentes, mas os estragos cometidos por poucas pessoas são, de certo modo, semelhantes). Esse filme retrata, por meio de (literalmente) uma porrada de ângulos diferentes, os momentos que antecederam aos ataques em Columbine no ano de 1999. Para quem não se lembra, dois adolescentes metralharam dezenas de pessoas na escola de (adivinhe!) Columbine e, depois, se mataram. Motivos? Bully (exclusão, brincadeiras que acabam constrangendo e/ou denegrindo a outrem, muito comum entre jovens).
Em contrapartida, na Terra de Gandhi (ironicamente, ele defendia a não-violência), facções terroristas compostas por paquistaneses decidiram abir fogo indiscriminadamente contra quem quer que fosse. A princípio, falou-se em motivos geográficos (para quem não sabe, indianos e paquistaneses disputam o controle da região da Caxemira, província situada entre ambos os países; e essa disputa já causou inúmeros conflitos com o passar do tempo), mas o governo do Paquistão negou qualquer boato desse tipo e, inclusive, ofereceu ajuda ao povo indiano (e a combater o terrorismo também).
Fato é que o governo indiano, como era de se esperar, não está muito a fim de aceitar desculpar "made in Pakistan"... agora, lembrete aos paranóicos de plantão: tanto Índia como Paquistão são desenvolvem armas nucleares... ou seja, caso este problema diplomático~não seja resolvido, as consequências podem ser bombásticas - ou trágicas mesmo.
Agora, o que nos resta é torcer para que não haja mais derramamento de sangue ou o uso de armas de destruição em massa (me perdoem o trocadilho, mas que podem destruir a massa populacional ao redor do mundo). E você ainda quer que o mundo se exploda?

2 comentários:

CAMARA, Carolina disse...

Já está linkado ao meu! Beijos,

Carolina Camara
http://carolinacamara.wordpress.com/

Vinícius disse...

Man, esse conceito é muuuuito relativo.

Conflitos e disputas territoriais existem desde que o primeiro cidadão pisou nessa terra.

Não sejamos tão generalistas. Mas atentemos ao que ocorre.

Muito bom todos os seus textos, cara.
Parabéns.